

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Jeferson Rocha, advogado e Diretor Jurídico da Andaterra, desponta como um dos principais articuladores da denúncia internacional que está levando os gigantes da proteína animal JBS e Marfrig a serem investigados por suspeitas de formação de cartel nos Estados Unidos.
A atuação teve início em novembro de 2025, quando Jeferson reuniu um conjunto robusto de elementos probatórios e formalizou a comunicação junto à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, solicitando cooperação internacional para apuração de práticas anticoncorrenciais no setor frigorífico. O documento oficial encaminhado pela Andaterra aponta indícios de cartelização no mercado de carne bovina e levanta suspeitas de que a expansão internacional desses grupos, especialmente nos EUA, teria sido viabilizada por acesso privilegiado a recursos públicos oriundos do BNDES, em um contexto associado a esquemas de corrupção política. 
Segundo o conteúdo do ofício, a entidade brasileira colocou-se à disposição para colaborar diretamente com autoridades norte-americanas, inclusive com o Department of Justice, indicando a existência de provas que sugerem distorções relevantes na livre concorrência global do setor.
Atuação no Brasil: CADE e mercado interno
Paralelamente à frente internacional, Jeferson Rocha também intensificou a atuação no Brasil. Recentemente, ingressou com representação junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), apontando práticas anticoncorrenciais envolvendo o fechamento coordenado de plantas frigoríficas no estado do Mato Grosso.
De acordo com a denúncia, tais movimentos teriam como objetivo reduzir a capacidade de abate regional e, consequentemente, pressionar artificialmente para baixo os preços pagos aos produtores rurais — estratégia típica de cartelização por restrição de oferta.
Disparidade global no preço da arroba
Jeferson destaca um dado que evidencia o impacto direto dessas práticas sobre o produtor brasileiro:
- No Brasil, a arroba do boi gira em torno de US$ 80
- Nos Estados Unidos, o mesmo produto alcança cerca de US$ 200
Para o advogado, essa discrepância não se explica apenas por fatores de mercado, mas sim por uma estrutura concentrada e potencialmente manipulada:
“O pecuarista brasileiro é hoje o elo mais fragilizado da cadeia global da carne. Há fortes indícios de que o preço pago aqui é artificialmente deprimido por práticas anticoncorrenciais.”
Repercussão internacional e avanço das investigações
Jeferson acompanha de perto a evolução do caso no cenário internacional, especialmente após recentes declarações do Departamento de Justiça dos EUA indicando disposição em aprofundar as investigações e ampliar a cooperação com entidades e denunciantes estrangeiros.
A depender dos desdobramentos, o caso pode resultar em sanções severas, incluindo multas bilionárias e restrições operacionais às empresas envolvidas no mercado norte-americano.
Ação judicial coletiva contra frigoríficos
No Brasil, Jeferson Rocha também é autor de uma demanda judicial estratégica que busca a indenização de pecuaristas brasileiros pelos prejuízos decorrentes de práticas desleais e anticoncorrenciais no mercado interno.
A tese central da ação sustenta que houve manipulação de preços por meio de fechamento coordenado de unidades industriais e controle de oferta, gerando perdas sistemáticas aos produtores rurais ao longo dos anos.
O objetivo é que empresas como a JBS sejam condenadas a reparar os danos causados por aquilo que o advogado classifica como “preços artificialmente deprimidos”.
Conclusão
A atuação de Jeferson Rocha projeta o tema da concentração no setor frigorífico brasileiro para o centro do debate internacional, conectando questões de concorrência, soberania econômica e justiça ao produtor rural.
Se confirmadas as irregularidades, o caso pode se tornar um dos maiores escândalos concorrenciais globais do agronegócio — com repercussões diretas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
